Eugênio Colonnese faleceu
Que triste. Li sobre isso agora a tarde na lista de discussão do Quarto Mundo.
Escrevi uma nota no Goma.
Colonnese morreu aos 78 anos, depois de um AVC, uma gangrena que amputou a perna direita e infecções pulmonares. O criador da Mirza fumava há sessenta anos.
Tudo isso aconteceu em dois meses, a propósito; tempo suficiente para o cigarro cobrar a dívida de uma vida inteira.
agosto 8, 2008 1 Comment
Perdi, peitola! ou I still (heart) Sheyla de Almeida
Sheyla de Almeida deu o ar de sua graça - e de sua voz - no último domingo, quando participou do Programa do Gugu:
Quem tem tempo para prestar atenção na habilidade vocal da moça com closes tão incisivos quanto esses, hein?
Pena que o vídeo não mostra toda a participação da atriz, modelo, cantora, celebridaarghcofde e tradutora profissional. Segundo o Sagas - de quem pesquei o vídeo - me contou via msn, ela afirmou que vai aumentar ainda mais os seios, o que motivou o Gugu a fazer uma bateria de perguntas de cunho quase antropológica e científica; contando, inclusive, com a presença de um físico (!). É, físico (!!).
A musa, depois da participação no programa, voltou para os Estados Unidos, onde reside. Mas deixou o aviso: volta em dezembro, para a formatura da irmã.
Espero não morrer de ansiedade até lá.
agosto 7, 2008 No Comments
Quem dá mais?
Nunca fui muito de participar de concursos. Quando era moleque, o máximo que cheguei perto de algo parecido foi um sorteio no festival de sorvete no meu colégio, onde o vencedor levaria não sei quantos potes de sorvete. Fui sorteado, mas nunca vi a cara dos prêmios, já que não dei as caras no evento — era sábado e fiquei assistindo a uma partida entre São Paulo e Santos, na Vila Belmiro, onde o tricolor venceu. Soube do sorteio pelo meu irmão do meio, que esteve no festival.
Nos últimos anos, voltei a concorrer a alguma coisa quando submeti um projeto de um álbum de quadrinhos para o edital do Banco do Nordeste. A proposta passou na primeira etapa e foi limada na escolha final. Sem mágoas ou traumas, claro. Fora isso, uma ou outra tentativa de submissão para antologias estrangeiras sem nenhum tipo de remuneração, mais para fazer currículo; desse bolo, entrei com o Jeferson Bastista na britânica Just 1 Page, uma antologia de caridade.
Ou seja: quando se trata de quadrinhos, eu até me meto a participar. Nunca se sabe, certo?
Bem, depende do que o concurso propõe.
Peguemos como exemplo o anunciado concurso internacional promovido pela editora espanhola Planeta DeAgostini: para participar, basta enviar um roteiro completo (mínimo de 46 páginas) em inglês, francês, espanhol ou italiano, e as oito primeiras páginas dele produzidas. A história em quadrinhos precisa ser inédita.
O(s) vencedor(es) leva(m) a bolada de 20 mil Euros.
Então, quem ficou todo excitado para enviar material, sonhando em faturar esse bem-bolado?
Eu não.
Não que eu esteja achando que 20 mil Euros é pouca coisa por uma história em quadrinhos. É claro que não. Mas quem é esperto percebeu que deve haver uma pegadinha na jogada, hein? Pois é: a Planeta DeAgostini irá ficar com todos os direitos da produção escolhida, podendo explorá-la em todas as mídias e idiomas.
20 mil Euros é uma esmola considerando o potencial aproveitamento da história em quadrinhos vencedora em toda e qualquer mídia. Pense bem: você vai ao supermercado e, naquela seção de material escolar, vê uma lancheira com os personagens do seu gibi — e você não está ganhando simplesmente NADA com aquilo.
Tudo bem, isso não é uma prática nova e d’outro mundo. Muitas editoras atuam com contratos do tipo, em que os autores cedem parcial ou integralmente os direitos relativos à obra, sem precisar realizar qualquer concurso. Mas não dá um gosto ruim na boca quando uma grande editora européia, onde o mercado de quadrinhos é consolidado e o seu público não nivela essa forma de arte por baixo, propor uma negociata dessas? Quantos autores aspirantes não se sentem tentados com uma oportunidade dessas, mesmo que, para isso, tenham que ceder os direitos de sua criação?
20 mil Euros vale tudo isso?
As regras estão claras. O jogo, proposto.
agosto 7, 2008 4 Comments
Goma - de 27/07 a 06/08
agosto 6, 2008 No Comments
Back to the theme
Mal aí quem tinha se empolgado com a mudança de template, mas ontem a noite estava eu dando uma olhada geral no post d’A Favorita e meus olhos quase entraram em chamas. O Seashore tem um sério problema quanto a disposição do texto: há uma confusão no espaçamento de linhas num parágrafo e entre parágrafos.
Voltei ao Neoclassical. Talvez mude, se encontrar um novo template que me empolgue.
agosto 6, 2008 1 Comment
A Favorita de quem?
Eu não sei se me enquadro no público-alvo das novelas da Globo. Se entro em alguma estatística, seria num gráfico de telespectadores periféricos desse tipo de programação. O que me desqualifica para efeitos de registro nas outras emissoras. A Record evoluiu, claro, mas ainda está em processo de emulação da principal concorrente; quando tenta fugir do esquemão e “ousar”, temos Caminhos-do-Coração-Mutantes-chupados-de-Heroes-e-X-Men. SBT e Band são piadas prontas quando o assunto é novela. (Dance, dance?!)
Puxando pela memória, lembro de assistir com certa irregularidade algumas novelas das Seis com minha mãe, quando ainda morava com meus pais e não trabalhava. A Globo sempre teve competência para criar toda aquela ambientação de épocas passadas e, por mais que fossem histórias batidas ou simplesmente remakes (se Hollywood pode, né?), certos atores e/ou atrizes se destacavam em seus papéis e nos deram minutos divertidos na frente da telinha.
Sempre me senti mais a vontade nas da Sete: o negócio aqui é aventura e humor. Em certos casos, a despretensão foi tamanha que algumas realmente estão guardadas na minha mente como boas memórias. Quatro por Quatro foi divertida, pelo que me lembro. Kubanacan, do Carlos Lombardi, foi um clássico pra mim. Quer dizer: até para a própria Globo, que estendeu a novela enquanto pôde, fazendo a trama se desgastar em determinado ponto. Mas quem não se lembra daquele episódio final fantástico? Não falo da porcaria do tapa na personagem da Danielle Winits. Me refiro ao fato de que o personagem do Marcos Pasquim voltou ao passado e, pelo fato de estar desmemoriado devido a viagem, comeu a mãe e a tia. Só não engravidou a mãe de si mesmo (!) porque o pai, nunca única noite que apareceu e carcou a Carolina Ferraz, a embuchou dele (!). E o grande público simplesmente não se tocou disso!
Outra novela que tinha tudo para fugir dos padrões e ter sido a sucessora de Kubanacan foi Bang, Bang. Não agradou logo de cara e os roteiros não ajudaram. Eu curtia o conceito. Não era a norte-americanização da novela pelo fato de usarem o velho oeste como alicerce, como acharam, mas uma paródia do gênero e tupiquinização da coisa. Era tudo uma grande piada de ação. Só foi mal contada.
Só não consegui acordo com nenhuma novela das Oito. Todas que lembro eram ridículas no plot principal e idiotas na hora de comentar sobre questões contemporâneas. E as lésbicas soterradas pelo shopping sabotado porque o público não simpatizou com as personagens? E o beijo gay, que até hoje, nada? Não dá para levar as produções sérias do horário a sério.
Devo dizer, no entanto, que A Favorita me impressionou.
Não a acompanho desde o início e as informações que soube não me diziam nada. Na verdade, parecia tudo batido para gerar qualquer interesse. Nas últimas semanas, estranhamente, acompanhei a Ana de longe enquanto ela assistia a novela — que não pareceu melhorar agora que eu estava vendo do que se tratava. E quando Ana me contou que as duas protagonistas foram uma dupla sertaneja de sucesso no passado, aí que a coisa não tinha mais salvação mesmo.
O episódio de hoje (05 de agosto) mudou um tanto minha opinião.
Flora, a aparente mocinha, que vinha se revelando não tão mocinha assim, foi confirmada como a verdadeira assassina do marido de sua rival, Donatela. Apesar da cena em flashback ter sido de uma trapalhada tremenda e <comentário mulherzinha> do pica doce do Marcelo ter um anzol no lugar do nariz </comentário mulherzinha>, a seqüência no presente foi tensa e, dadas as devidas limitações, com diálogos nem tão forçados. E, acima de tudo, acabou com a segurança do expectador médio da Globo: e agora? Se uma mulher com o rosto de anjo da Patrícia Pilar é uma assassina vingativa e maquiavélica, uma Coringa, uma Joker, uma Palhaça (alusão decorrente a uma twittada da Flávia), com quem a audiência vai se identificar?
Um passo arriscado, com certeza. Mas positivo se considerando a mesmice que tomou a produção novelesca da Globo há tempos. Resta saber se o povão irá continuar a acompanhar a história depois da reviravolta. Fica também outra questão: como será a abordagem à Patrícia Pilar quando ela for a padaria, comprar pão? Hm, sei não.
agosto 6, 2008 8 Comments
Infelizmente, não trabalho para Tony Stark
Já faz um tempo que pára-quedistas têm chegado por aqui pedindo a minha ajuda para montar robôs. Se você digitar “como montar o seu próprio robô” no Google, o primeiro resultado aponta para cá, e o segundo, para a antiga casa do blog:
Quando os primeiros comentários foram enviados, pensei em entrar em contato por e-mail explicando que se tratava de um mal-entendido; no post em questão, eu citava quase que integralmente uma nota do Techguru (link hoje fora do ar) sobre engenheiros de uma universidade norte-americana que bolaram receitas para se construir robôs caseiros.
Novos comentários acabaram surgindo e a coisa virou uma piada para mim. Não só pelo nível dos pedidos…
wellingthon camargo de oliveira filho
como montar um robó?presiso montar um robo com sonar cameras asas e força
Bruna
Olá pessoal que entende desses fiuzinhos, que é ligado em outros, e por daí em diante fazem as peças se moverem! tô precisando de fazer um robô caseiro simples que mova pelo menos uma peça;
Se puderem me ajudar entre em contato con migo pelo meu mail
… como pelo fato do analfabetismo funcional digital (?) desses visitantes, que simplesmente não compreendem que o texto do post está citado e, ainda por cima, se refere a pessoas que bolaram as tais receitas, e não a mim.
Cheguei a pensar, inclusive, em bolar um Manual para a criação de robôs caseiros, mesclando uma ou outra informação aparentemente crível do processo - referências não faltam - e fazer citações a cultura pop no trajeto; R2D2, alguém?
Mas como eu não uso mais o Adsense e nem tenho o interesse de atrair todo tipo de leitor/visitante pra cá, deixei a idéia de lado e resolvi por uma solução mais prática: atualizar o link para a versão atual do Techguru no referido post. Que eles lidem com essas antas virtuais.
agosto 5, 2008 3 Comments
Trocando de roupa
Blog de cara nova. Ainda arrumando uma coisa aqui e acolá, mas é bom ir se acostumando.
Ops.
agosto 4, 2008 5 Comments
Turma da Mônica Made in Liberdade
O Guilherme Domingues escreveu para o Universo HQ a resenha do número zero da Turma da Mônica Jovem, nova empreitada dos estúdios Maurício de Sousa, apontando erros e acertos:
Mesmo sendo difícil precisar, devido às poucas páginas, nota-se um potencial de boas histórias com essa roupagem dos personagens. Logicamente, os fãs mais puristas não vão gostar muito, mas essa adequação de conteúdo é parte importante para a renovação do público, que tem novas exigências.
A única coisa que pode realmente ser questionada é o “estilo mangá” na chamada do gibi. Apesar dos olhões, que já estavam presentes na Turma da Mônica original, e o fato da publicação ser em preto-e-branco, não há muitas mais características das HQs japonesas.
No aguardo do número um aportar pelas bancas de Maceió. Vale a pena conferir uma das jogadas mais arriscadas e inteligentes do grande nome no mercado tupiniquim, o sujeito que ainda forma novos leitores - por mais que não credite devidamente sua equipe criativa.
julho 26, 2008 7 Comments
Goma - 25/07/08
julho 26, 2008 No Comments
