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Ally

Nos anos 90, David E. Kelley foi um dos papas do entretenimento na TV norte-americana. Criador, roteirista e produtor executivo, começou sua carreira em meados dos anos 80, atuando como roteirista e editor criativo na série dramática L.A. Law, sobre um escritório fictício de advocacia em Los Angeles.

O seriado, criado por Steven Bochco - responsável por sucessos televisivos como Hill Street Blues e Nova York Contra o Crime -, no qual Kelley galgou posições até chegar a produtor executivo, lhe proporcionou dois prêmios Emmy de ‘Roteiro em Série Dramática’. Mas foi ao desenvolver suas próprias criações que ele se tornou popular.

Depois de séries como Picket Fences e Chicago Hope, que, apesar dos diversos prêmios que receberam, não chegaram a apresentar grandes picos de audiência, Kelley acertou o público, em 1997, com duas séries estreladas por advogados: O Desafio (The Practice, no original) e Ally McBeal.

A primeira passou por alguns perrengues quanto ao índice de audiência, mas, após as primeiras temporadas, tornou-se uma verdadeira febre nos EUA. Lembro de ter assistido um breve especial com entrevistas de bastidores que a Fox Brasil costumava passar nos intervalos entre seus programas, onde a atriz Kelli Williams fala que, depois de uma gravação externa num estádio de baseball de Boston (cidade onde a série se passava), o elenco foi a um bar tomar uns drinques. Chegando lá, clientes apontaram para eles dizendo: “Ei, vejam! São os advogados da TV!”.

Ally McBeal, no entanto, foi um sucesso quase que imediato. Estrelada pela divertida Calista Flockhart, tratava das desventuras pessoais da sua personagem no universo de um grande escritório de advocacia. Recheada com humor e algumas tiradas non-sense, o seriado também trabalhava com maestria as situações dramáticas nas quais seus personagens eram inseridos. Kelley ficou responsável pelos roteiros de toda a primeira temporada, montando um time de escritores da segunda em diante.

Ally durou cinco temporadas, de 1997 a 2002.

O canal Fox Life, voltado para o público feminino, reprisa a série regularmente de segunda à sexta. Dias atrás, foi exibido o décimo-sexto episódio da terceira temporada, intitulado “Boy Next Door” (O Garoto da Casa ao Lado, numa tradução/adaptação livre). Nele, o personagem de Gil Bellows, Billy Alan Thomas, interesse romântico da nossa protagonista, descobre que tem um tumor benigno no cérebro. Para evitar complicações futuras, ele agenda a remoção do mesmo com seu médico para depois de um caso que estava resolvendo.

A operação nunca chegou a ser realizada.

Durante seu discurso de encerramento do caso, as alucinações que Billy vinha sofrendo no decorrer do episódio ganham forma nas suas palavras. Ele, utilizando-se como exemplo para discutir o argumento do processo que era julgado no tribunal, afirma ser casado há 12 anos com Ally - e que tem filhos com ela. Num belo monólogo, ele fala que os dois se amam desde a primeira vez que se viram, ainda crianças, e que seu amor duraria para sempre. McBeal, com os olhos marejados, observa a expressão de alegria de Billy transformar-se num vazio quando ele, lentamente, começa a se sentar ao chão, dizendo que precisa descansar.

Billy morreu no chão do tribunal, com Ally, aos prantos, sobre ele.

Estes foi um dos meus episódios preferidos da série. Um dos que me controlei para não chorar. Ally McBeal tinha dessas: ela sempre arranjava um jeito de te puxar para as suas lágrimas. No episódio final da quinta e última temporada, a protagonista encerra o seriado com lágrimas nos olhos. E diz que aquele não deveria ser um momento triste, afinal, várias situações felizes de sua vida terminavam com pessoas chorando. Uma clara mensagem de Kelley aos fãs, que ficavam, a partir daquele momento, órfãos.

Ally McBeal não padeceu apenas por problemas de audiência, mas por um elemento crônico nas criações de Kelley: os personagens pareciam não merecer um final feliz. É claro, o conflito e a dificuldade são itens que movem uma história, que fazem o público criar empatia com os personagens, suas fraquezas e necessidades. Mas Kelley exagerava.

Com O Desafio, seu pesado drama de tribunal, a coisa era ainda mais acentuada: você ficava mal ao final de boa parte dos episódios, tamanha era a violência e o trauma psicológicos pelos quais os personagens passavam. A fórmula, no entanto, funcionou até determinado ponto. O Desafio teve seu orçamento reduzido pela metade em sua última temporada, a oitava, devido ao ibope da mesma. Kelley demitiu parte do elenco principal e pôs James Spader como novo protagonista, no papel do cínico advogado Alan Shore.

A mudança garantiu a criação de uma série derivada, Boston Legal, co-estrelada por Spader e William Shatner, o eterno Capitão Kirk, da Enterprise.

No caso de Ally, não apenas a protagonista passou por diversas marés de azar - seu elenco de apoio, apesar de toda a diversão que acontecia no escritório Cage, Fish & Associados, dificilmente atingia seus objetivos de felicidade pessoal. Apesar destes contras, era um dos seriados mais legais de se acompanhar alguns anos atrás - coisa que meu pai e eu fazíamos, enquanto minha mãe achava completamente sem graça.

David E. Kelley, que é também o sortudo marido da Michelle Pfeiffer, não anda tão em evidência hoje. The Wedding Bells, sua comédia dramática sobre três mulheres que gerenciam um negócio de organização de festas matrimôniais, foi cancelada após sete episódios. Agora ele trabalha na versão de Life on Mars, baseada no livro Hollywood Station, do escritor Joseph Wambaugh.

Ally McBeal, enquanto isso, permanece viva nas reprises do Fox Life. E continuaria assim mesmo sem elas.

The Shield - 6ª temporada

Em 2002, a FOX tupiniquim apresentava, pela primeira vez, o corrido dia do agente Jack Bauer para salvar Los Angeles - e conseqüentemente os EUA - de um atentado terrorista.

24 Horas, que originalmente estreou no ano anterior na América do Norte, estabelecia um modelo pouco usual para uma série de TV: cada episódio correspondia a uma hora em tempo real das vinte e quatro do título da série.

Sucesso instantâneo, o programa estrelado por Kiefer Sutherland - ganhador de diversos prêmios, incluindo o Globo de Ouro - continua até hoje, mesmo com as críticas negativas relacionas as temporadas mais recentes.

24 Horas me arrebatou em 2002, e me perdeu em 2005. A quarta temporada, para mim, foi um lamento só, mostrando como os roteiristas haviam, de algum modo, perdido a mão. Mas lá em 2002 mesmo, outra série também havia me pego pelos colhões - não largando até hoje.

Era um seriado ‘menor’, sem grandes estrelas e centrado nos conflitos morais de uma delegacia de polícia do distrito (fictício) de Farmington, na mesma conturbada L.A. de 24. Exibido no hoje popular canal AXN, tinha como protagonista um carrancudo detetive linha-dura - careca, feio e repleto de desvios morais.

O nome de policial era Vic Mackey. O seriado, The Shield.

O DISTINTIVO

Shield não apresentava grandes novidades em termos de formatação, o que significa que fosse desprovido de qualidades visuais. Filmado com câmeras manuais e nervosas, seu conteúdo não era para o estômago de qualquer um.

No episódio-piloto, Mackey arma uma cilada para um policial infiltrado em seu grupo de elite, a Tropa de Choque, e mete um balaço no rosto do sujeito ao final do referido capítulo. As conseqüências desse disparo reverberam até hoje.

Na próxima sexta-feira, 17, as 21 horas, o AXN leva ao ar o primeiro episódio da sexta temporada da série. “On the Jones” continua os eventos trágicos ocorridos ao final da quinta temporada, quando um dos integrantes da Tropa de Choque é brutalmente assassinado por um de seus colegas.

Mackey, que não sabe disso, não irá descansar até encontrar o assassino do amigo. Mas seus problemas só pioram com a intensificação da perseguição do tenente Jon Kavanaugh, da corregedoria, interpretado magistralmente pelo ganhador do Oscar Forest Whitaker.

Shield é, de longe, meu seriado preferido dos últimos anos. Suas temporadas de 13 episódios dificilmente podem ser comparadas; principalmente as três primeiras. A qualidade do plot geral da série e dos roteiros reflete nas atuações: Michael Chiklis, que estava prestes a se aposentar, mostrou aqui suas qualidades como ator e renovou sua carreira.

Não apenas ele: CCH Pounder, que co-estrelou o ótimo filme Bagda Café, é um dos pontos fortes do programa, juntamente com Jay Karnes, o competente e por vezes hilário detetive Dutch Wagenbach.

O contrato da série foi estendido por mais um ano, possibilitando que The Shield seja encerrada com louvar em 2008, com sua sétima temporada. Já está deixando saudades, com certeza.

Warren Ellis no painel da Avatar da Comic-Con

Essa passou até por mim, que tentei catar as novidades interessantes referentes à quadrinhos da San Diego Comic-Con (ou Nerd Prom): Warren Ellis, ao lado do (até agora desconhecido) ilustrador Paul Duffield, irá publicar sob o selo da Avatar um webcomic (quadrinho virtual) inteiramente gratuito intitulado FreakAngels.

Serão cinco páginas disponibilizadas a cada semana. Segundo o autor, que já escreveu cerca de 200 páginas sobre a série, não há nenhum rótulo que ele possa usar no momento para defini-la: “[…] é retrô-punk, é um vapor-punk dum futuro próximo”. A produção usará como plataforma o ComicPress, popular template para o Wordpress, formatado para a publicação de hq’s online.

E a Avatar não pára com Ellis por aí: Ignition City, produção comentada a conta-gotas pelo autor britânico há mais de um ano via Bad Signal (seu boletim de e-mails), deverá ser sua segunda série mensal pela editora. A primeira delas, Doktor Sleepless, teve sua primeira edição publicada na semana passada (aguarde resenha para breve).

No painel (ainda) da Avatar na Comic-Con, o roteirista comentou sobre Dead Channel, sua série televisiva que está em pré-produção por uma emissora norte-americana não anunciada. Na história, um executivo de TV tem instalado em seu computador o software SETI (Sistema Extraterrestre de Inteligência). Ao invés de informar o governo sobre o fato, ele fecha um acordo exclusivo com uma emissora de TV e cria um inusitado reality show.

Preciso comentar algo sobre essa premissa simplesmente maluca?

Voltando aos quadrinhos, Ellis afirmou que Desolation Jones volta a ser publicada em breve, e mensalmente. E quando um fã perguntou sobre Jack Cross, sua mini-série em 3 edições publicada pela DC a quase dois anos atrás, ele disse que não escreverá mais histórias com o personagem. “Porque eles [a DC] foderam tudo […]”, concluiu.

My Life IsFree Music, por Bruno Boechat

Essa música vai tocar o coração de boa parte da nerdaiada:

Estava na web procurando
Algo interessante de se ver
Mas nada enche os meus olhos

Dormia oito horas só pensando
“Orkut era a minha diversão”
Foi quando eu vi, então a IsFree

(refrão)
Eu não vou, não vou deixar de baixar, de upar
No MegaUpload e no Sendspace
Eu não vou, não vou deixar de baixar, de upar
No MegaUpload e no Sendspace

Passava agora toda noite em claro
Recuperando o tempo de prisão
Que eu passei em frente da televisão
Passava agora toda noite em claro
Recuperando o tempo de prisão
Que eu passei em frente da televisão

Lost, Heroes, Prison Break, Small and Family Guy
Eu não consigo mais parar
Está na minha veia

O dia todo me consome
Eu não consigo trabalhar
A net tem bloqueio
Então não dá para baixar
Ou mesmo ver, ou mesmo ver, ou mesmo ver, ou mesmo ver
O que saiu de novo

(refrão)
Eu não vou, não vou deixar de baixar, de upar
No MegaUpload e no Sendspace
Eu não vou, não vou deixar de baixar, de upar
No MegaUpload e no Sendspace, no Sendspace
No Sendspace! Por favor

Visto (e ouvido) no Hector.

Family Guy vs Uma Família da Pesada

Assistindo a um episódio da nova temporada de Family Guy, conhecido pelas bandas tupiniquins como Uma Família da Pesada, em sua nova casa (o canal FX), algo incomum aconteceu: eu simplesmente não consegui gargalhar genuinamente. E olha que sou, ao lado da Ana, um grande apreciador da série animada.

Tanto que, quando ela comprou o box com a primeira temporada, tiramos um sábado para assistirmos numa só tacada os dois DVDs do pacote. Rimos até não aguentarmos mais do humor besta e non-sense de Peter Griffin e sua família, cortesia do criador Seth McFarlane e um bando de roteiristas definitivamente chapados.

E aí você me pergunta se a série decaiu ou se o episódio em questão foi abaixo da média, pro que eu te digo que não tem nada a ver com nenhuma das duas coisas. O ponto se resume a um tema que vem incomodando boa parte da audiência brasileira: a dublagem.

ÁUDIO ORIGINAL vs DUBLAGEM

Mas quebrou a cara quem imaginou que eu iria reclamar da dublagem brasileira neste caso. Pelo contrário: é ela quem faz a diferença e deixa a série Uma Família da Pesada mais divertida. Porque no que diz respeito a desenhos animados, a dublagem brasileira dificilmente erra a mão - e cospe no prato que comeu aquele que disser que todas (as dublagens) se resumem a produções porcamente mal-adaptadas ao nosso idioma.

É claro que certas referências e artifícios do idioma original se perdem na dublagem, assim como o trabalho de voz de dubladores competentes (notem que estou na praia das animações, e não dos filmes e seriados live action); mas você só vai sacar certas coisas se realmente entende o idioma de origem, compadre.

No que diz respeito ao mundo da animação, somos agraciados com interpretações de merda apenas quando são empurrados globais e outros pseudo-famosos dentro dos estúdios de dublagem - manobras realizadas no intuito de chamar atenção do público para certas produções. Na maioria dos casos, recebemos dublagens excepcionais. Não é a toa que o dublador do Homem-Morcego em Batman Animated, a série noventista clássica produzida por Paul Dini e Bruce Timm, foi eleito um dos melhores do mundo a fazer a voz do personagem.

Infelizmente, existem coisas como a versão em português de South Park para nos envergonhar.

FILMES (NA TV) & SÉRIES

Não se dublam mais filmes e seriados como antigamente, tempos áureos da Sessão da Tarde. Qual a graça de assistir películas como Goonies e Curtindo a vida adoidado no áudio original? Nossa, seriados como Homicídio, MacGayver, Lei & Ordem (a série clássica), Nova York Contra o Crime, O Desafio… todos eram muito bem dublados e não destoavam da temática da série.

Não que eu seja a favor de assistir 24 Horas com aquela dublagem aterrorizante da Globo e da Fox - se depois da quarta temporada meu gás para as aventuras de Jack Bauer foi para o espaço, perder o áudio original me afasta completamente das exibições nas tevês fechada e aberta. Aqui funciona a teoria do costume, chamemos assim, na qual o telespectador está familiarizado a tempo suficiente com as versões dubladas que, para ele, assistir a versão com o áudio de origem não passaria de um mero ato de curiosidade.

Isso até pode ser verdade com séries e filmes exibidos nas tevês abertas. E seria mais verdade ainda SE a qualidade das dublagens destes segmentos fossem competentes como antigamente.

NA TELA GRANDE A HISTÓRIA MUDA

Se o filme em cartaz não for uma animação em longa-metragem, pode apostar que não irei assisti-la se a cópia em questão for dublada. Como foi o caso de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, que teve apenas uma cópia enviada para Maceió - a dublada! Bem capaz do filme sair de cartaz e eu ficar chupando dedo até chegar o DVD. Não só eu, imagino. Me dá um pavor nérdico imaginar que o filme de ação mais esperado do ano, Transformers, venha a ser exibido aqui com o áudio em português.

Fui convertido para frequentador de salas de cinema pela minha mãe, que me levava para assistir um bocado de coisas. Segundo a teoria do costume, minha mente só aceita que eu vá assistir filmes (com gente de carne e osso atuando) com o som original rodando porque fui condicionado para tal. O que, de certo modo, não deixa de ser uma verdade.

TECLA SAP?

Pode parecer estranho e contraditório, mas é a minha preferência: fico com minha versão dublada de Uma Família da Pesada com muito gosto. Mas se é para assistir 24 Horas, que seja para ouvir Jack Bauer gritar “Drop the gun! Now!” e ler a legenda “Largue a arma! Agora!” no canto inferior da telinha.

O garoto que morreu

HARRY POTTER precisa morrer.

Nós americanos apreciamos a conclusão. Não — nós precisamos de uma conclusão.

Os britânicos não possuem esse tipo de senso. Eles demonstram quase que ilimitada paciência (o que explica o críquete) quando o assunto em questão trata de “resolução”. Nós ianques, no entanto, não gostamos de finais fru-frus. Nós gostamos das coisas definitivamente bem amarradas.

O excerto acima foi retirado de um artigo do New York Times escrito por Damon Lindelof, co-criador da série LOST, no qual ele opina sobre o destino do menino-bruxo mais famoso da literatura mainstream contemporânea e o porquê dos americanos preferirem finais mastigados.

O texto é extremamente besta, a começar pelo que o extrato acima reflete. E contraditório, considerando que Lindelof é o co-criador de uma série conhecida por deixar mais pontas soltas do que resolvê-las ao longo dos episódios.

Não me entenda mal: eu faço parte da audiência de LOST e adoro o seriado. O próprio Lindelof, inclusive, é responsável por diversos dos meus episódios favoritos. Mas cá entre nós: pretensão demais dele achar que finais amarrados (mesmo quando ele especifica que é na opinião dos “americanos”) são os que realmente funcionam para a audiência e que os britânicos terminam tudo com as pernas para o ar, estragando a conclusão de suas obras.

Em seu argumento, ele atesta que, agregado aos finais amarrados, deveria vir o componente surpresa. Porque é isso que a audiência espera. Que o digam os fãs de M. Night Shyamalan, hein?

Acho que os dois tipos de finais funcionam. O legal dos ingleses, considerando o argumento do Lindelof como válido, é que eles não querem simplesmente nos apanhar com surpresas ocultas nas mangas; eles querem nos desafiar com um final aberto a interpretações. Coisa que encontramos em outros europeus, à propósito.

Fonte:
Alexandre Maron.

Portal de séries da Globo.com compra briga com IsFree.TV

Olá a todos os usuários, aqui quem escreve novamente é Cap_Sparrow.

Venho aqui deixar a resposta oficial da IsFree a respeito da notícia recem publicada no site oficial de séries da Rede Globo (Leia AQUI), onde a IsFree.TV foi colocada como principal portal de download de séries do Brasil, mas, ao mesmo tempo, foi acusada como foco da perda de audiência da TV paga brasileira, além de ter os downloads tratados como algo que vai ultrapassar esta mesma TV.

Primeiro de tudo, gostaria de informar aos usuários que a notícia foi feita pelo Sr. Carlos Alexandre Monteiro, redator da Globo. Gostaria de informá-los também que nós, da IsFree, mais precisamente nosso sub_admin NetShadow, passamos as informações acerca dos downloads pois acreditávamos que a matéria seria beneficente à IsFree… O Sr. Carlos utilizou de uma mentira deslavada para poder conseguir nossos dados.

O link para a nota, que nem é tão escabrosa quanto o comunicado do IsFree faz parecer. Pelo contrário: em nenhum momento, o autor - que é o mesmo sujeito que comanda o (legal, a propósito) blog Lost in Lost - desce o malho nos caras ou condena a prática do download. Até porque seria a maior das contradições, já que o trabalho do cara depende de baixar os episódios que saem nos states para poder resenhá-los.

Globo ataca comunidade quilombola

Do site Fazendo Media:

A nota abaixo chegou à Redação via correio eletrônico. São denúncias gravíssimas assinadas pela Comunidade São Francisco do Paraguaçu, que acusam a Rede Globo de veicular uma reportagem racista, no Jornal Nacional desta segunda-feira (14), contra os moradores negros daquela região do recôncavo baiano. “Passados cem anos continuamos a assistir às práticas racistas, novamente a covardia daqueles que atacam as comunidades negras utilizando as estruturas poderosas de dominação que se manifestam através da veiculação de uma reportagem fraudulenta e tendenciosa, sem oferecer à comunidade nenhuma oportunidade para se defender”, afirma o documento.

Eu sabia!

Brian K. Vaughan, autor de Y: The Last Man e Ex-Machina, estreou oficialmente como roteirista de LOST no episódio “Catch-22″, focado no personagem Desmond. No início do referido capítulo, Charlie e Hurley protagonizam um debate nérdico sobre quem ganharia numa corrida: Super-Homem ou Flash.

Quando vi o nome de Vaughan creditado como um dos roteiristas do episódio, eu sabia que aquela seqüência só podia ser coisa dele. E, segundo Rich Johnston, eu estava mesmo certo - assim como outros milhões de nerds que assistem a série religiosamente.

Nem sempre o amor vence

Meu candidato “favorito” no reality show O Aprendiz 4 foi o primeiro eliminado dessa nova temporada:

Na primeira tarefa do reality show comandado por Roberto Justus, o professor Ricardo de Souza foi acusado pelos colegas de equipe como responsável pela derrota e eliminado. Em sua defesa diante dos conselheiros, disse que “os homens são hábeis manipuladores da verdade” e que os colegas estavam distorcendo os fatos.

(Ainda não assisti nenhum episódio.)

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Adeus, segunda-feira blues!

Desjejum variado, composto por porções de quadrinhos com acompanhamento de cinema e tv, doses de literatura e pedaços bem passados de crônicas, estas com pitadas consideráveis do cotidiano por vezes surreal numa cidade litorânea.

Deus Ex-machina

Pablo Casado teve como pano-de-fundo uma criação cosmopolita; depois, descobriu-se maceioense, alagoano. Escreve quadrinhos, fuma cigarro de palha e usa brincos.

Área compartilhada

O autor também pode ser encontrado colaborando com o blog de cultura pop Goma de Mascar; participando do coletivo de quadrinistas Quarto Mundo, do qual é co-fundador; escrevendo para o fanzine literário-alagoano Gaveta; e nos arquivos de notícias, resenhas, entrevistas e artigos do Universo HQ.