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Acima de tudo, o espírito olímpico
No meio de tantas notícias sobre as Olimpíadas de Pequim, o Bom dia, Brasil de hoje se deu ao luxo de exibir uma ou outra matéria sobre acontecimentos em solo verde e amarelo.
Uma delas falava do pai que perdeu a filha, morta ontem, dia dos pais, graças a um motorista bêbado que subiu na calçada defronte a casa da família e atropelou seis pessoas; a menina, de 13 anos, foi a única a falecer.
Na matéria, o pai contava como tudo havia acontecido. Quando o homem estava prestes a desabar em lágrimas, a matéria foi cortada. Entra Renata Vasconcelos: “Interrompemos a matéria porque há chance de medalha para o Brasil.”
WTF?!
Ana e eu estávamos prontos para sair para o trabalho. Ia desligar a TV antes mesmo da matéria terminar e… eles cortaram bem no momento do close no rosto do pai, os olhos marejados. Eu não queria ver o sujeito chorar; por Deus, não.
Só achei de muito mal-gosto o tal do corte. Até a Renata pareceu constrangida.
<Ironia> Pelo menos, o Brasil ganhou a medalha. </Ironia>
O que é o choro de tristeza de um pai comparado a euforia de uma nação.
agosto 11, 2008 No Comments
Perdi, peitola! ou I still (heart) Sheyla de Almeida
Sheyla de Almeida deu o ar de sua graça - e de sua voz - no último domingo, quando participou do Programa do Gugu:
Quem tem tempo para prestar atenção na habilidade vocal da moça com closes tão incisivos quanto esses, hein?
Pena que o vídeo não mostra toda a participação da atriz, modelo, cantora, celebridaarghcofde e tradutora profissional. Segundo o Sagas - de quem pesquei o vídeo - me contou via msn, ela afirmou que vai aumentar ainda mais os seios, o que motivou o Gugu a fazer uma bateria de perguntas de cunho quase antropológica e científica; contando, inclusive, com a presença de um físico (!). É, físico (!!).
A musa, depois da participação no programa, voltou para os Estados Unidos, onde reside. Mas deixou o aviso: volta em dezembro, para a formatura da irmã.
Espero não morrer de ansiedade até lá.
agosto 7, 2008 No Comments
A Favorita de quem?
Eu não sei se me enquadro no público-alvo das novelas da Globo. Se entro em alguma estatística, seria num gráfico de telespectadores periféricos desse tipo de programação. O que me desqualifica para efeitos de registro nas outras emissoras. A Record evoluiu, claro, mas ainda está em processo de emulação da principal concorrente; quando tenta fugir do esquemão e “ousar”, temos Caminhos-do-Coração-Mutantes-chupados-de-Heroes-e-X-Men. SBT e Band são piadas prontas quando o assunto é novela. (Dance, dance?!)
Puxando pela memória, lembro de assistir com certa irregularidade algumas novelas das Seis com minha mãe, quando ainda morava com meus pais e não trabalhava. A Globo sempre teve competência para criar toda aquela ambientação de épocas passadas e, por mais que fossem histórias batidas ou simplesmente remakes (se Hollywood pode, né?), certos atores e/ou atrizes se destacavam em seus papéis e nos deram minutos divertidos na frente da telinha.
Sempre me senti mais a vontade nas da Sete: o negócio aqui é aventura e humor. Em certos casos, a despretensão foi tamanha que algumas realmente estão guardadas na minha mente como boas memórias. Quatro por Quatro foi divertida, pelo que me lembro. Kubanacan, do Carlos Lombardi, foi um clássico pra mim. Quer dizer: até para a própria Globo, que estendeu a novela enquanto pôde, fazendo a trama se desgastar em determinado ponto. Mas quem não se lembra daquele episódio final fantástico? Não falo da porcaria do tapa na personagem da Danielle Winits. Me refiro ao fato de que o personagem do Marcos Pasquim voltou ao passado e, pelo fato de estar desmemoriado devido a viagem, comeu a mãe e a tia. Só não engravidou a mãe de si mesmo (!) porque o pai, nunca única noite que apareceu e carcou a Carolina Ferraz, a embuchou dele (!). E o grande público simplesmente não se tocou disso!
Outra novela que tinha tudo para fugir dos padrões e ter sido a sucessora de Kubanacan foi Bang, Bang. Não agradou logo de cara e os roteiros não ajudaram. Eu curtia o conceito. Não era a norte-americanização da novela pelo fato de usarem o velho oeste como alicerce, como acharam, mas uma paródia do gênero e tupiquinização da coisa. Era tudo uma grande piada de ação. Só foi mal contada.
Só não consegui acordo com nenhuma novela das Oito. Todas que lembro eram ridículas no plot principal e idiotas na hora de comentar sobre questões contemporâneas. E as lésbicas soterradas pelo shopping sabotado porque o público não simpatizou com as personagens? E o beijo gay, que até hoje, nada? Não dá para levar as produções sérias do horário a sério.
Devo dizer, no entanto, que A Favorita me impressionou.
Não a acompanho desde o início e as informações que soube não me diziam nada. Na verdade, parecia tudo batido para gerar qualquer interesse. Nas últimas semanas, estranhamente, acompanhei a Ana de longe enquanto ela assistia a novela — que não pareceu melhorar agora que eu estava vendo do que se tratava. E quando Ana me contou que as duas protagonistas foram uma dupla sertaneja de sucesso no passado, aí que a coisa não tinha mais salvação mesmo.
O episódio de hoje (05 de agosto) mudou um tanto minha opinião.
Flora, a aparente mocinha, que vinha se revelando não tão mocinha assim, foi confirmada como a verdadeira assassina do marido de sua rival, Donatela. Apesar da cena em flashback ter sido de uma trapalhada tremenda e <comentário mulherzinha> do pica doce do Marcelo ter um anzol no lugar do nariz </comentário mulherzinha>, a seqüência no presente foi tensa e, dadas as devidas limitações, com diálogos nem tão forçados. E, acima de tudo, acabou com a segurança do expectador médio da Globo: e agora? Se uma mulher com o rosto de anjo da Patrícia Pilar é uma assassina vingativa e maquiavélica, uma Coringa, uma Joker, uma Palhaça (alusão decorrente a uma twittada da Flávia), com quem a audiência vai se identificar?
Um passo arriscado, com certeza. Mas positivo se considerando a mesmice que tomou a produção novelesca da Globo há tempos. Resta saber se o povão irá continuar a acompanhar a história depois da reviravolta. Fica também outra questão: como será a abordagem à Patrícia Pilar quando ela for a padaria, comprar pão? Hm, sei não.
agosto 6, 2008 8 Comments
2 Girls 1 Cup encontra Uma Família da Pesada
Eu quase não acreditei quando assisti.
No episódio mais recente da sexta e inédita temporada de Uma Família da Pesada (Family Guy) aqui no Brasil, Back to the Woods, exibido no canal por assinatura FX, fui pego de surpresa pela cena hilária onde Brian mostra (e grava a reação) de Stewie ao vídeo 2 Girls 1 Cup.
Se já não bastasse o absurdo da situação em si, onde o pessoal da série faz uma “homenagem” ao vídeo (que foi um dos hits da web no final do ano passado) e as pessoas que o assistiram e disseminaram, ainda fecharam com outra piada fulminante.
Melhor animação adulta de humor fácil, fácil.
P.S.: É, eu vi o vídeo original. Não passei mal e nem tive esses nojinhos todos - vai ver, eu sou doente. Acabei mostrando pro Alex na época, e decidimos gravar a reação de algumas pessoas por aí. Ninguém vomitou, infelizmente, mas até que foi divertido.
julho 22, 2008 2 Comments
Burn Notice - 2ª temporada

Que bela surpresa: uma das novas séries mais legais a estrear em 2007, Burn Notice voltou para a segunda temporada ontem, lá na TV norte-americana. E com um reforço, digamos, tão quente quanto o título do show: Tricia Helfer, conhecida dos fãs da versão mais recente de Battlestar Galactica:

A série tem como protagonista Michael Weston, interpretado pelo ator Jeffrey Donovan, agente secreto que é jogado na lista negra do mundo dos espiões, perdendo seu emprego e privilégios. A coisa se torna ainda mais complicada porque Michael não sabe quem jogou sua vida no lixo.
De volta a Miami, sua terra-natal, Michael precisa dar um jeito de ganhar a vida, além de aturar sua mãe, o irmão e uma ex-namorada explosiva, vivida pela anorexa Gabrielle Anwar. É com ela e Sam (o sensacional Bruce Campbell) que Weston fará pequenos trabalhos para sobreviver.
A série é uma mistura de MacGayver e do gibi Desolation Jones, de Warren Ellis, unindo bons plots, diálogos e situações divertidas (ora beirando ao humor negro) e cenas de ação competentes.
Em entrevista ao Comic Book Resources, Donovan e Campbell falam sobre a segunda temporada.
No Brasil, a primeira temporada da série foi muito bem exibida pelo canal por assinatura FX. Infelizmente, depois que o mesmo terminou de transmiti-la, a FOX foi anunciada como o novo canal oficial do programa.
O que é uma verdadeira lástima, considerando que praticamente todas os seriados exibidos pela FOX, hoje, são dublados porcamente, e sem direito, pelo que sei, a horários alternativas na programação com o áudio original.
julho 11, 2008 7 Comments
Q de Questionável
Apenas eu notei ou a transmissão da final da Copa do Brasil ontem a noite na Globo, liderada pelo Cléber Machado, tomou partido do Corinthians? Assisti todo o primeiro tempo e o segundo a partir dos 30 minutos, e a equipe da emissora pareceu decepcionada quando o final do jogo foi apitado, consagrando o Sport campeão.
Já havia sido de mau gosto quando o time pernambucano marcou o primeiro gol, e o Machado afirmou que, até ali, a equipe paulista havia dominado a partida — posso não ser o maior conhecedor de futebol das redondezas, mas assisti a jogos e tenho afeição ao esporte suficientes para entender que um time que está se segurando o máximo na defesa é um conceito extremamente questionável.
Apesar do peso da camisa corinthiana, a pressão da torcida paulista no jogo em São Paulo e a confusão armada por eles em Recife antes do jogo, o Sport mostrou raça e qualidade para tomar a taça da Copa do Brasil.
Independente do uso dessa conquista para ilustrar o eterno embate entre o “coitadinho Nordeste” e “Sudeste superior” — afinal, e acima de tudo, não estamos todos na mesma porcaria de barco? —, o título da Copa do Brasil ter caído nas mãos de uma equipe fora do eixo Rio-São Paulo foi, na verdade, um mau negócio para a Globo.
Ou será que, ano que vem, durante a Libertadores, eles não lucrariam bem mais com um time como o Corinthians disputando esta competição?
Acho que precisam complementar drasticamente uma certa entrada na Wikipédia.
P.S. 1: Na edição do Globo Esporte de hoje, 12 de junho, pouco se mostrou e falou sobre a tristeza que tomou a torcida corinthiana. Danilo disse, nos comentários, que rolou buzinaço das torcidas rivais durante a madrugada, sacaneando o clube do Parque São Jorge. Em entrevista após a partida, ainda no campo, o técnico Mano Menezes afirmou que tipos de conquistas como essa repercutem na mídia da seguinte forma: o time vencedor teve todos os méritos, enquanto o perdedor, não. Injusto é o mínimo que se pode dizer sobre uma declaração como esta. O Corinthians fez a sua parte em São Paulo e não jogou mal na Ilha do Retiro; o Sport, no entanto, foi mais time e fez por merecer. É do futebol. Se Menezes quer pagar de coitado e desmerecer a vitória do rival, azar o dele.
P.S. 2: Também nos comentários, o Claudio — de Arapiraca, terra de outro carrasco de mais um time paulista na Copa do Brasil, anos atrás — repassou um link do Blue Bus onde Julio Moreira comenta sobre a falsificação do áudio da partida na transmissão para São Paulo (eu não lembro de ouvir isso por aqui; mas também não lembro de ouvir a torcida do Sport, então…). Apenas 1.000 torcedores do Corinthians estavam presentes no estádio (ah, esses eu vi, espremidos num canto). Ninguém pode questionar a fidelidade dos corinthianos… mas a potência vocal desses mil gato-pingados é de lascar.
junho 12, 2008 7 Comments
The Cleveland Show

Primeira série derivada da ótima Uma Família da Pesada, o programa preferido da casa — leia-se da Ana e meu — há um bom tempo.
No entanto, minha senhora não aposta muitas fichas no seriado estrelado pelo Cleveland:
Acho que vai ser sem graça, pois o Cleveland não tem graça nenhuma. Se fosse o Quagmire seria melhor.

Giggity giggity, giggity goo!
maio 16, 2008 1 Comment
Onde a etiqueta não tem vez
Hã, apenas eu notei com certo escárnio que o Josh Brolin, que subiu ao palco da cerimônia do Screen Actors Guild Awards, neste domingo, para receber o prêmio de Melhor Atuação de Elenco em Filme por Onde os Fracos Não Têm Vez, tentou sem sucesso arrancar uma catota maldita diante das câmeras, enquanto fazia o discurso de agradecimento? Tipo, três vezes?
Ainda mais cômico foi ele mantendo a cabeça baixa enquanto falava, meio que com medo das câmeras pegarem uma pontinha da meleca fugindo das ventas. Isso, claro, só piorou as coisas.
Espero que usem no The Soup.
janeiro 28, 2008 1 Comment
O seu programa para terça-feira a noite
Isso aí:

Hoje, a partir das 23 horas (22 para os abençoados que não caíram na desgraça do horário de verão), o canal a cabo FX exibe o especial de uma hora da série animada Uma Família da Pesada (Family Guy, no original) que satiriza a clássica saga cinematográfica Guerra nas Estrelas.
A exibição chegou mais cedo no Brasil graças a uma manobra esperta do FX: em novembro, eles promovem o mês Star Wars, exibindo em todas as quartas dos referidos trinta dias os três episódios mais recentes da saga criada por George Lucas.
Nada como colocar os Griffins para ajudar a promover o mês especial, hein?
Para quem é fã e assiste a série regularmente, como a Ana e eu, pode esperar o non-sense e as piadas escatológicas de costume, e quem sabe algumas referências pop - talvez nem role, considerando que este episódio especial é, por si só, uma referência popística a parte.
E a série criada por Seth MacFarlane sabe como ser referencialmente hilária: o prefeito de Quahog, a cidade fictícia onde ela se passa, é ninguém menos que Adam West - dublado pelo próprio. Se você precisar consultar o link para saber de quem se trata, shame on you.
Claro, não dá pra catar todas as citações. Mas dá gosto quando você reconhece as que seriam menos óbvias prum bocado de gente. Ana e eu nos pocamos de rir com um episódio que vimos recentemente onde o Amadeus, do Milos Forman, tem uma de suas cenas mais marcantes caricaturadas no desenho.
Quantos puderam se dar ao gostinho de rir como nós, hein?
Mas como Guerra nas Estrelas é beeeem mais mainstream, não esqueça de assistir hoje o especial de Uma Família da Pesada, no FX (ou no Youtube, IsFree, IsLife ou torrent da vida…). Até porque, em breve, o Retorno de Jedi também será zoado.
novembro 6, 2007 No Comments
Project Runway
Em dezembro de 2004, o canal a cabo norte-americano Bravo lançou um de seus reality shows mais bem-sucedidos: Project Runway (Projeto Passarela, numa tradução livre), competição onde seus participantes são estilistas desconhecidos em busca da fama e fortuna concedidas pelo glamuroso mundo da moda.
A cada semana, os fashion designers recebem tarefas que se resumem à criação de roupas dentro de temas propostos e criadas a partir de um orçamento limitado para a compra dos materiais. Em prazos também apertados, eles interagem numa sala da escola de design Parsons, localizada em Nova York. Entre o corre-corre e o estresse para executarem seus projetos, eles são orientados por Tim Gunn, responsável pela chefia do escritório de criação da Liz Claiborne Inc.
A apresentação do programa fica por conta da alemã Heide Klum, mais conhecida por seu trabalho como modelo (você já deve ter visto o belo rostinho da moça em capas de revistas como a ELLE, Vogue e Marie Clarie); ela também é uma das juradas, ao lado do estilista Michael Kors, da diretora de moda da ELLE e de um(a) convidado(a) rotativo(a).
PERSONAGENS
O grande barato do programa, além das atividades criativas que precisam ser realizadas para a elaboração das roupas, são os concorrentes em si.
Na primeira temporada, encontramos os mais variados tipos de estilistas - algo que provavelmente foi um dos fatores do sucesso do reality show nos EUA. Austin Scarlett e Jay McCarroll, este último o vencedor do programa, foram os centros das atenções. Algo que se deu não apenas por seus talentos, mas graças as suas personalidades e modos exagerados.
Na segunda, no entanto, acabou-se selecionando participantes que, aparentemente, seguiam a linha de postura daqueles vistos na primeira. Santino Rice, que chegou à final, e Nick Verreos pareciam fazer as vezes de Jay e Austin; mas de longe possuíam o mesmo carisma. Acabou que Chloe Dao, rotulada de sem graça pela mídia estadunidense, levou o caneco no final, deixando Daniel Vosovic, o franco-favorito, em segundo lugar.
NOVA TEMPORADA
O canal a cabo People and Arts começa, hoje, a exibir a terceira temporada do show, a partir das 21h. Para quem curte realitys que trabalham a criatividade de seus participantes, vale a pena assistir.
agosto 23, 2007 No Comments