Archive for The book is on the table

No ar: Black Rocket #2

Black Rocket #2 Depois de um hiato considerável com sua edição de estréia, o segundo número da revista eletrônica de ficção científica Black Rocket chega a rede; e ainda mais recheada que a anterior, contando com 9 contos, um artigo e uma resenha, totalizando 104 páginas virtuais.

Dos 9 contos, três foram produzidos por leitores da publicação, que participaram da seleção temática lançada no número de estréia. Entre eles — e fechando esta edição — está o conto submetido por mim: Posto 7. Na bela sinopse da revista, cortesia dos editores, a história é definida assim: No futuro poucas coisas surpreenderão as pessoas, o que hoje nos parece impossível será algo comum, o que nos maravilha passará despercebido. Mas algumas coisas nunca mudam.

Resumo mais que certeiro.

Meus agradecimentos ao Charles Dias, editor, pela publicação do conto, e a Bia Nunes, a revisora da revista, que deixou meu texto em ponto de bala.

O que estão esperando? Leitura gratuita sci-fi de qualidade: confiram.

Gaveta aberta

Gláucia Machando lendo o Gaveta #4

Outubro já se foi, e a edição número 4 da GAVETA está bem aberta e traz muitas novidades - inclusive poemas meus. Com distribuição gratuita, a publicação cumpre um importante papel em Maceió, pois é a única que manifesta sua própria voz. Independência e vida é uma boa definição para explicar o projeto editorial que reúne Carla Castellotti, Carol Almeida, Pablo Casado, Ramiro Ribeiro, Alexsandro Costa. Nas palavras de Castellotti, no editorial: “escrever é uma atividade que não descansa porque é a decodificação das idéias dessa galera”.

Pois muito bem!

Palavras gostosas vindas da Gláucia Machado, que colaborou na edição #4 com seu poema Série.

Um reconhecimento que se torna ainda maior quando ela afirma que o fanzine desempenha papel importante na cena cultural/literária de Maceió. Como alguém que entrou no jogo quando a partida já havia começo, fico feliz de continuar participando e colaborando com o projeto, que parece ganhar projeção além do simples divertimento de pessoas que se divertem juntando letras aqui e acolá.

‘Brigado ao Ramiro, Carla e Carol por terem me chamado para subir a bordo. Ao Alex por ter metido a cara na diagramação desta edição e pela ajuda na anterior. E as pessoas que lêem, comentam nos bares e cinemas e perguntam quando o próximo número vai sair.

Para quem quer ler, basta baixar o arquivo em .pdf (clique com o botão direito e selecione salvar como). Em breve, o Gaveta terá um blog só seu, com todas as edições disponíveis - seja para leitura online ou para download.

Leiam e espalhem por aí.

A volta dos que não foram: lançamento do Gaveta #4

Desde o lançamento de sua terceira edição, em dezembro de 2007, o fanzine literário Gaveta entrou num hiato que quase transformou-se em seu fim. Quase um ano depois, ele retorna a cena cultural de Maceió com uma edição mais que recheada de boas letras, a ser lançada numa baladinha aberta a todos os interessados.

Se liga no flyer (clique na imagem para ampliar), cortesia do Alex: A volta dos que não foram: lançamento do Gaveta #4

Nesta edição:

Entrevistas:

Poesia e Prosa:

  • Série - por Gláucia Machado
  • Enquanto isso, na lanchonete - por Carol Almeida
  • Cápsulas - por Carla Castellotti
  • Atrás da cortina - por Pablo Casado

Ilustrações:

Ficha técnica:

  • Diagramação: Alex(sandro) Costa
  • Revisão: Carol Almeida e Pablo Casado
  • Editorial: Carla Castellotti
  • Edição: Ramiro Ribeiro e Pablo Casado

É sexta, 10 de outubro, a partir das 21h.

Local: Bar 1080 (ex-Engenho Jaraguá), Rua Silvério Jorge, 285 Jaraguá, Maceió.

Entrada franca e distribuição ainda mais franca do Gaveta #4!

Não perca(m)!

Pontapé inicial

O Lucas Murtinho deu sinal de vida no site da Copa de Literatura Brasileira:

Deve ter dado para perceber que a Copa de Literatura continua um projeto mambembe: a espera para o começo dessa segunda edição foi longa, por culpa principalmente da desorganização do organizador. Mas quase tudo está pronto para a bola começar a rolar, e em breve o primeiro jogo da Copa será publicado por aqui. Aguarde (apenas mais um pouco) e confira.

Na edição #4 do atrasadíssimo Gaveta - já diagramado e esperando uma definição da data de lançamento -, tem uma entrevista muito bacana que o Ramiro fez com o Lucas, falando justamente da CLB.

Em breve, num link para download a um clique de você.

Listando presentes

Ana não é nerd, mas apronta das suas de vez em quando. E da mesma forma que ela me abriu os olhos (quando nosso namoro engatilhou) para o mundo dos filmes e sessões de arte, também me apresentou American Dad e Uma Família da Pesada - não é a toa que as caixas de dvd desse último, aqui em casa, foram compradas por ela (com exceção da terceira, que foi presente meu).

Para o aniversário dela deste ano, que é hoje, eu estava na dúvida. Ela adora vestidos e eu a adoro ainda mais de vestidos. Foram muitas vitrines apontando aqueles que imaginei que ela poderia gostar, errando bem mais que acertando.

Pensei em algo decorativo para o nosso apartamento, mas, mesmo que fosse algo que ela gostasse, ia ser mais um presente para a casa do que para ela. E eu já tenho restrições demais com tanta coisa florida que ela arranja.

Imaginei até uma festa com nossos amigos e/ou familiares. Mas como gastos do tipo andam meio improváveis nesses tempos pós-reforma e montagem do apê, quem sabe ano que vem.

Restou, então, apelar pela fagulha nerd que existe no coração da minha esposa.

E qual seria o presente ideal para uma mulher que comprou todas as temporadas de Sex and The City numa tacada só, levando de brinde uma nécessaire de couro estilosa, e que, vez por outra, apanho assistindo as malditas reprises da série no Fox Life?

Parabéns, amor!

Com a palavra, o Sr. do Sonhar

Neil Gaiman, em entrevista ao UOL durante sua participação na FLIP, falando sobre a filosofia do faça você mesmo:

Se você quer fazer uma coisa, simplesmente faça, e aprenda com seus erros. Foi isso que o punk me ensinou, e é isso que guia o meu trabalho até hoje. Normalmente, os primeiros esboços que eu faço não são nada bons, eu vou melhorando e fazendo do meu jeito.

Mais a frente, ele comentou sobre a descoberta da leitura:

O que eu acho é que você raramente descobre seu autor favorito comprando um livro, é sempre algo que alguém te empresta ou você encontra sem querer. Para mim o grande inimigo não são as pessoas que lêem de graça, e sim as pessoas que não lêem.

Via Blog dos Quadrinhos.

Kalíopes, Somnium & Black Rocket

Já estão disponíveis para download gratuito, no site do Clube de Leitores de Ficção Científica, a edição de estréia da revista de fantasia Kalíopes, editada pelo vizinho pernambucano Jacques Barcia, e o número 101 da Somnium, editada pela cara Ana Cristina Rodrigues.

Ambas as publicações vêm se juntar ao e-zine Black Rocket, também de ficção científica, incrementando o caldo da produção da ficção especulativa na Internet tupiniquim. Movimento que deve ganhar ainda mais força com o lançamento de outra publicação virtual de sci-fi, a Terra Incógnita, editada pelo Jacques e o Fábio Fernandes.

Da mesma maneira que me fascina o que vem acontecendo no cenário de quadrinhos independentes desde o nascimento do Quarto Mundo, do qual faço parte, tenho acompanhado perifericamente pelos blogs dos autores/editores/revistas citados o que vem rolando nesse meio com interesse.

Até porque, tempos atrás, juntamente com a própria Ana, o Danilo, o Alexandre Lancaster (que recentemente também lançou novo projeto, a light novel Sistema Corso) e um bocadinho de gente, colocamos no ar a Sci-Pulp, e-zine de ficção científica que, depois de pouco tempo, acabou estancando; mas só o fato de termos levado isso adiante dá uma vontade danada de participar das novas empreitadas.

Tanto que meti os dedos no teclado e enviei um conto para a Black Rocket, quando o prazo para colaboração dos leitores ainda estava em aberto para a edição 2. Foi com gosto que, semanas depois, recebi do Charles Dias, coordenador e editor da revista digital, a informação de que meu conto, “Posto 7″, havia sido selecionado.

A segunda edição da Black Rocket deve sair no fim deste mês.

Em breve, comentários sobre as publicações citadas.

Oh, comentários

Imagino que um dos consensos gerais sobre blogs é o de que os comentários dos leitores regulares e visitantes pára-quedistas são grande parte da diversão de quem usa e acompanha os mesmos.

Por esses dias, os meus comentários preferidos vêm de dois dos blogs que visito diariamente: o Liberal, Libertário, Libertino, do Alex Castro, nos posts sobre aborto (e, anteriormente, racismo); e o Todoprosa, do Sérgio Rodrigues, num relacionado a Machado de Assis.

O que dizer, ou melhor, comentar sobre eles? O problema é, na verdade, a junção de dois outros problemas já tão martelados por aí: o brasileiro, além de ler pouco, lê mal, mas muito mal.

Update: Não tardou, e o Sérgio provocou outra “polêmica”.

Ciclo literário

Naturalmente, em 2000, ocorrem agravantes fazendo baixar ainda mais a qualidade e a seriedade: a ausência de crítica especializada nos grandes jornais, o efeito blog, a anomia (ausência de regras) do campo literário determinada por uma mídia irresponsável, sem critério, autofágica, anômica ela própria.

Ou seja: se qualquer um é escritor, logo ninguém é escritor.

Até porque, com o perdão dos blogueiros, escritor não dá em árvores.

Márcia Denser, em artigo para o Congresso em Foco.

Via Sérgio Rodrigues.

Armageddon em Retrospecto

[...] the “Get Tough America” policy, the spirit of revenge, the approbation of all destruction and killing, has earned us a name for obscene brutality, and cost the World the possibility of Germany becoming a peaceful and intellectually fruitful nation in anything but the most remote future.

Trecho de Armageddon in Retrospect, livro póstumo de textos não-publicados do grande Kurt Vonnegut, extraído de matéria do Salon, que mostra o autor encontrando o estilo que o fez famoso e deu vida a obra Matadouro 5.

Via Sérgio Rodrigues.

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Adeus, segunda-feira blues!

Desjejum variado, composto por porções de quadrinhos com acompanhamento de cinema e tv, doses de literatura e pedaços bem passados de crônicas, estas com pitadas consideráveis do cotidiano por vezes surreal numa cidade litorânea.

Deus Ex-machina

Pablo Casado teve como pano-de-fundo uma criação cosmopolita; depois, descobriu-se maceioense, alagoano. Escreve quadrinhos, fuma cigarro de palha e usa brincos.

Área compartilhada

O autor também pode ser encontrado colaborando com o blog de cultura pop Goma de Mascar; participando do coletivo de quadrinistas Quarto Mundo, do qual é co-fundador; escrevendo para o fanzine literário-alagoano Gaveta; e nos arquivos de notícias, resenhas, entrevistas e artigos do Universo HQ.